. E eu sempre amei infinitamente mais a sua
companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado
isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre
você.
Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir
nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você
simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida cheia
de coisas que não são ela. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a
primeira vez que você deixou eu te olhar, mesmo você não gostando de mim.
E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser
só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto
meu.
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