sábado, 21 de julho de 2012
a gente inventa
problemas, quando eles não existem. É que dói mais do que chorar o dia todo,
ser feito de sorrisos. Não sou feito de sorrisos. Eles são arremessados de
todos os lados contra mim, os vejo a me atingir, desvio, fujo, cubro-me, mas
muitos prendem-se às minhas roupas, como velcro. Ao meu redor vejo gente
admirando todos esses sorrisos, sem, ao menos, ver que minha boca não estampa
dente algum. São todos meus? São todos sinceros? Há motivo suficiente neles?
Estou sempre a procurar respostas, mesmo sabendo que cada nova resolução acaba
gerando uma pergunta ainda mais difícil de responder. Eu só queria desligar o
meu radar, por uns dias. É, acho que tá começando a ficar difícil. Passei de
fase.
A vida me ensinou a
dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração; Sorrir às pessoas
que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa
acreditar que tudo vai mudar; Calar-me para ouvir; Aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor. A lutar contra as injustiças; Sorrir quando
o que mais desejo é gritar todas as
minhas dores para o mundo. A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho; Ouvir a todos que só
precisam desabafar; Amar aos que me
machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações desafetos; Perdoar
incondicionalmente, pois já precisei desse perdão; Amar incondicionalmente,
pois também preciso desse amor; A alegrar a quem precisa; A pedir perdão; A
sonhar acordado; A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário); A
aproveitar cada instante de felicidade; A chorar de saudade sem vergonha de
demonstrar; Me ensinou a ter olhos para ”ver e ouvir estrelas”, embora nem
sempre consiga entendê-las; A ver o encanto do pôr-do-sol; A sentir a dor do
adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo que é importante
para a felicidade do meu ser; A abrir minhas janelas para o amor; A não temer o
futuro; Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente, como um
presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que
lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
Eu vou continuar
deixar você falando, mesmo que o assunto não me interesse, só pra ouvir sua
voz. Eu vou deixar você rir das coisas mais bobas e que pra mim realmente não
tem graça, só pra ver você sorrir. Vou deixar que você ouça as músicas que mais
goste, ainda que eu as odeie, só pra te ouvir cantando todo bobo. Eu vou deixar
que você fique me olhando até sem querer, mesmo que me deixe sem graça, só pra
ver como ficam seus olhos quando me observam. Vou deixar você me pedir o que
quiser, só pra que eu realize os seus pedidos. Vou deixar você tendo seus
ciúmes sem sentido, só pra te ver com aquela carinha de quem tem razão. Vou
fazer de tudo por você, só não vou deixar que você me deixe, eu não saberia
continuar se não tivesse você. Então deixa que eu te cuido, deixa que eu te
tenha, deixa, pode deixar, deixa que eu vou saber te amar.
naquele dia
você já acordou com a vitória entre os braços. disse tudo que estava entalado,
chorou até a última lágrima secar e recomeçou da estaca zero. não sentiu nem um
frio na barriga nem nada. apenas fez, com a coragem que apenas os bêbados da
madrugada possuem ao falar a verdade. teve peito de enfrentar a si próprio,
condenando seus vícios como um juíz mal pago. jogou as incertezas na cesta de
lixo. teve pela primeira vez na vida, a sensação de que estava realmente
controlando a própria. e a solidão, do outro lado da rua, observava seu sucesso
com uma ponta de tristeza. teria que ir embora, pois na sua vida agora, não
havia mais espaço para solidão. e lá estava você, caminhando até o fim da rua,
enquanto sua velha companheira de anos se conformava na calçada, aceitando o
fato de que nunca mais o terá de volta. azar o dela, sorte sua.
Aproveite
mais a vida,curta,sorria sempre, mesmo que esteja com um enorme problema,chore
quando quiser,afinal desabafar um pouco é muito bom,beba,beije muito,se
apaixone todos os dias por você e por outras pessoas, mesmo que não seja a
pessoa certa,não deixe que os problemas do dia-a-dia influencie no seu dia e
nem em sua vida.Nenhum de nós sabemos o que pode acontecer no dia de
amanhã,então viva o HOJE,viva o presente e nunca o passado,pense sempre no
futuro...Acredite,confie,ame voce mesmo...Certo e errado,qualidades e defeitos,altos
e baixos,convivemos com isso todos os dias,afinal todas essas coisas fazem
parte da vida.Viva cada segundo intensamente,como se fosse o ultimo de nossas
vidas,não se preocupe com nada,deixe que se preocupem por você,faça sempre
aquilo que tiver vontade,não se abale com qualquer coisa que acontece,sempre
pensa que isso é só uma fase da sua vida e que vai passar quando menos
esperar...Siga sempre a sua intuição,nunca desista dos seus sonhos,mesmo
sabendo que pode demorar pra você conseguir realizar,tentar,sonhar e errar
nunca é demais.
Que seja doce o dia quando eu abrir as
janelas e lembrar de você. Que sejam doce os finais de tardes, inclusive os de
segunda-feira - quando começa a contagem regressiva para o final de semana
chegar.Que seja doce a espera pelas mensagens,ligações e recadinhos bonitinhos.
Que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone. Que seja doce o seu
cheiro. Que seja doce o seu jeito,seus olhares,seu receio. Que seja doce o seu
modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto.Que sejam doce suas expressões
faciais, até o levantar de sobrancelha. Que seja doce a leveza que eu sentirei
ao seu lado. Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce o seu abraço.
Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão.Que seja doce.Que
sejamos doce. E seremos,eu sei...
- Caio F. Abreu
Tive
medo de me apegar, evitei muitas coisas, muitos abraços, muitos beijos, até
mesmo palavras. Mas não deu, meu coração simplesmente criou uma dependência de
você. Como se eu só pudesse sorrir, se estivesse contigo. Foi perigoso. Agora
que não tenho você mais
aqui, tenho que reaprender a ficar contente sem você por perto.
E quando você finalmente discar o meu número, ele estará
ocupado demais ou nem será mais o mesmo, ou até eu nem queira mais te atender.
E se você bater na minha porta ela estará muito trancada, se aberta, mostrará
uma casa vazia. Seus olhos se encherão de lágrimas, aquelas que eu te disse que
ardiam tanto. O nome do enjôo que você vai sentir é arrependimento, e a falta
de fome que virá chama-se tr…isteza. Então quando os dias passarem e eu não te
ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com meus olhos
encantados.Você encontrará a famosa solidão.A partir daí o que acontecerá,
chama-se surpresa. E provavelmente o remédio para todas essas sensações acima é
o tal tempo em que você tanto falava…
Se é pra sofrer, que seja sozinho, onde seu rosto possa estampar desalento, inchaços, nariz vermelho, olhar perdido, boca crispada. Se é pra sofrer, que o corpo possa verter, vergar, amolecer. Se é pra sofrer, que possa ser descabelado, que possa ser de pés descalços, que possa ser em silêncio.
Martha Medeiros.
”Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas me diga logo pra que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida, e não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranquilidade possível que estou só do que ficar à mercê de visitas adiadas e encontros transferidos.”
Caio Fernando Abreu.
”Tô respirando pra ver me melhora. Se passa, se vai embora. Sabe as constantes vezes que eu vou pra janela tomar um ar? É essa falta de ar. É esse meu coração a ponto de explodir. É uma maneira de eu sentir o vento no meu cabelo e fingir que tá tudo bem. De fechar os olhos e por poucos segundos, esquecer de tudo que eu queria que fosse diferente. Talvez, eu realmente não saiba o que se passa dentro de mim e muito menos o que acontece dentro de você. Eu queria que finalmente, essa falta de ar passasse, esse turbilhão de emoções abandonasse meu corpo e eu pudesse sentir uma calma e paz interna que não sei mais como é. Queria sentir aquele calor no peito e ter certeza. Incertezas sempre me desapontam, medos sempre fazem questão de me assombrar e lágrimas já não me curam mais. O tempo também não. Me diz o por que, me entende. Te entende. Sem mais exigências, sem mais pensamentos duvidosos. Estar longe é tão difícil, mas perto tem sido tão complicado. Não desiste de mim, eu não desisti de você. Me convence e tenta, tenta me entender. Te entende. Me entende. Entende que eu sinto e que dói. Dói. Machuca. Me rasga e me derruba. Acredita em nós. Segura a minha mão e olha nos meus olhos, diz pra mim que você acredita. Se não for de verdade, se você não sentir agora, me deixa. Deixa eu ir agora que vai doer menos, eu vou sofrer por dentro, mas vai passar. Eu não quero ir embora, não quero que você vá. O inesperado pode acontecer, mas você tem o poder de fazer o provável. Me cura. Fica comigo e não solta. Me abraça forte e não deixa mais uma lágrima cair. Faz do silêncio, o melhor som do mundo.”
terça-feira, 17 de julho de 2012
Li uma crônica dia desses que descrevia o cara dos sonhos de alguém.
Nela a autora certamente desabafava sobre os maiores erros e acertos dos
homens que passaram por toda sua vida. Existindo ou não, no final do
texto, consegui entender exatamente o que naquele momento ela (ou a
personagem) procurava. Passei alguns minutos imaginando também como
seria o cara dos meus sonhos. Senti um vazio chato por já não fazer
ideia de como descrevê-lo com palavras. Então, o que era apenas um
pensamento se tornou um desafio, e cá estou escrevendo sobre ele – seja
lá onde estiver.
Acho que é isso. Não quero mais um amor. Quero alguém que me entenda até nas horas que eu já não consigo fazer isso sozinha. Não quero frases prontas, aliança e rosas vermelhas. Quero um abraço em silêncio e com falta de ar. Não quero ter que mostrar o caminho sozinha, quero aprender a não me importar tanto com a direção.
O cara dos meus sonhos sabe mais do que eu sobre a vida. É justamente isso que me faz querer estar sempre ao seu lado. Ele gosta dos pequenos e quase imperceptíveis detalhes. Enxerga os meus, e enquanto brigo por coisas bobas do cotidiano, os repara em silêncio. E nesses momentos, ignora absolutamente tudo que digo. Depois me beija causando uma amnésia temporária – até eu entender que não vale a pena ter sempre razão.
Não me importo tanto com a cor dos seus olhos. Mas me derreto pela maneira com que eles me encaram quando acham que estou distraída. Também não me importa com a cor dos cabelos. Torço é para que ele não seja tão cuidadoso com eles – vou adorar bagunçá-los quando estiver com tédio. Ele não se preocupa tanto com o corpo. Não compra besteiras todo dia. Ama fotografia, livros e alguma outra coisa idiota que eu provavelmente odiarei (e respeitarei) no futuro – talvez seja futebol, videogames ou sei lá, rock pesado.
Ele faz carinho no meu braço enquanto durmo. Ama viajar e ir ao cinema. Tem orgulho dos meus sonhos e faz questão de nunca se tornar um obstáculo. Ele não tem histórias mal-resolvidas com ninguém do passado. Já esteve dos dois lados – foi canalha e coitado. Viveu o que tinha pra viver, e no momento em que finalmente estiver ao meu lado, estará. Plenamente.
É nessa mistura de tempos verbais, que desabafo sua improvável existência. Ele não é príncipe, não é sapo e nem é meu. É do mundo. Por isso vou dormir e acordar, até chegar a hora certa de vê-lo (ou revê-lo). Quero estar pronta por dentro e por fora. Pra no meio dessas grandes multidões de todo dia, a gente se esbarrar, olhar pra trás ao mesmo tempo e pensar: É você.
Acho que é isso. Não quero mais um amor. Quero alguém que me entenda até nas horas que eu já não consigo fazer isso sozinha. Não quero frases prontas, aliança e rosas vermelhas. Quero um abraço em silêncio e com falta de ar. Não quero ter que mostrar o caminho sozinha, quero aprender a não me importar tanto com a direção.
O cara dos meus sonhos sabe mais do que eu sobre a vida. É justamente isso que me faz querer estar sempre ao seu lado. Ele gosta dos pequenos e quase imperceptíveis detalhes. Enxerga os meus, e enquanto brigo por coisas bobas do cotidiano, os repara em silêncio. E nesses momentos, ignora absolutamente tudo que digo. Depois me beija causando uma amnésia temporária – até eu entender que não vale a pena ter sempre razão.
Não me importo tanto com a cor dos seus olhos. Mas me derreto pela maneira com que eles me encaram quando acham que estou distraída. Também não me importa com a cor dos cabelos. Torço é para que ele não seja tão cuidadoso com eles – vou adorar bagunçá-los quando estiver com tédio. Ele não se preocupa tanto com o corpo. Não compra besteiras todo dia. Ama fotografia, livros e alguma outra coisa idiota que eu provavelmente odiarei (e respeitarei) no futuro – talvez seja futebol, videogames ou sei lá, rock pesado.
Ele faz carinho no meu braço enquanto durmo. Ama viajar e ir ao cinema. Tem orgulho dos meus sonhos e faz questão de nunca se tornar um obstáculo. Ele não tem histórias mal-resolvidas com ninguém do passado. Já esteve dos dois lados – foi canalha e coitado. Viveu o que tinha pra viver, e no momento em que finalmente estiver ao meu lado, estará. Plenamente.
É nessa mistura de tempos verbais, que desabafo sua improvável existência. Ele não é príncipe, não é sapo e nem é meu. É do mundo. Por isso vou dormir e acordar, até chegar a hora certa de vê-lo (ou revê-lo). Quero estar pronta por dentro e por fora. Pra no meio dessas grandes multidões de todo dia, a gente se esbarrar, olhar pra trás ao mesmo tempo e pensar: É você.
Nova mensagem no celular. O coração dispara feito
louco. O cérebro libera quantidades significativas de dopamina,
feniletilamina e ocitocina. Mas veja só, nós agora sabemos, não é ele. E
obrigada operadora, mas não, eu realmente não quero mudar de plano ou
participar de uma nova promoção que promete mudar minha maneira de falar
com as pessoas que moram longe. Para falar a verdade, não acredito mais em promessas fáceis. E agora, nem em pessoas distantes.
Dessa vez serei sincera. Não sei bem quando essa bagunça começou, e nem se as coisas realmente estão fora do lugar, mas refletir sobre isso tem me feito muito bem. Às vezes, a vida tem dessas coisas. Um pequeno desvio para mudar completamente a direção: Um voo arriscado e inesperado, seguido de uma queda dolorosa e contestável e por fim, finalmente, uma nova realidade e maneira de encarar as coisas.
É isso que faz o hoje se diferente do ontem. E não simplesmente as horas que passaram no relógio. É como eu sempre digo para minhas amigas. Novas cicatrizes disfarçam antigos hematomas. Especialmente aqueles que cultivamos só para saber se ao apertar, ainda vão doer e incomodar como antes.
O que acontece na alma de quem a gente gosta será sempre um mistério. Uma espécie de labirinto quase sem saída e cheio de surpresas. E cá para nós, ainda bem que é assim. Não teria tanta graça se fosse simples. Se fosse fácil. Mas isso, entendam de uma vez por todas caras que eu possa vir a me apaixonar um dia e garotas que insistem em se apaixonar por idiotas, não tem a ver com o fato do sentimento ser ou não ser sincero e puro. É imprescindível que seja real. Que seja sem limites. Que realmente faça, nos momentos necessários, o resto se tornar insignificante.
Bom, tenho certeza que algumas de vocês ainda não sabem, mas criei esse blog porque levei um fora de um cara em 2008. Ficamos e no outro dia, depois de semanas de papo na internet e promessas, ele desapareceu. Sofri feito uma retardada e resolvi fazer alguma coisa produtiva com aquele maldito aperto no peito. Foi assim que nasceu o Depois Dos Quinze. Que isso sirva de exemplo e faça vocês entenderem: Há males, que depois de amanhã, ou antes disso, vem para o bem.
[depois dos quinze]
Dessa vez serei sincera. Não sei bem quando essa bagunça começou, e nem se as coisas realmente estão fora do lugar, mas refletir sobre isso tem me feito muito bem. Às vezes, a vida tem dessas coisas. Um pequeno desvio para mudar completamente a direção: Um voo arriscado e inesperado, seguido de uma queda dolorosa e contestável e por fim, finalmente, uma nova realidade e maneira de encarar as coisas.
É isso que faz o hoje se diferente do ontem. E não simplesmente as horas que passaram no relógio. É como eu sempre digo para minhas amigas. Novas cicatrizes disfarçam antigos hematomas. Especialmente aqueles que cultivamos só para saber se ao apertar, ainda vão doer e incomodar como antes.
O que acontece na alma de quem a gente gosta será sempre um mistério. Uma espécie de labirinto quase sem saída e cheio de surpresas. E cá para nós, ainda bem que é assim. Não teria tanta graça se fosse simples. Se fosse fácil. Mas isso, entendam de uma vez por todas caras que eu possa vir a me apaixonar um dia e garotas que insistem em se apaixonar por idiotas, não tem a ver com o fato do sentimento ser ou não ser sincero e puro. É imprescindível que seja real. Que seja sem limites. Que realmente faça, nos momentos necessários, o resto se tornar insignificante.
Bom, tenho certeza que algumas de vocês ainda não sabem, mas criei esse blog porque levei um fora de um cara em 2008. Ficamos e no outro dia, depois de semanas de papo na internet e promessas, ele desapareceu. Sofri feito uma retardada e resolvi fazer alguma coisa produtiva com aquele maldito aperto no peito. Foi assim que nasceu o Depois Dos Quinze. Que isso sirva de exemplo e faça vocês entenderem: Há males, que depois de amanhã, ou antes disso, vem para o bem.
[depois dos quinze]

Então crescemos e aquele nosso amor platônico se transforma no cara mais babaca que já conhecemos. A época de colégio acaba e finalmente a hierarquia dos grupinhos populares vai por água abaixo. Malhação vira mais um programa chato da Globo. Nosso animal de estimação começa a não ter mais tanta disposição. Então nossas melhores amigas já não são tão melhores assim. Mudamos de gosto musical. Percebemos que as primas que eram bebês até pouco tempo já sabem dançar funk. Então amamos um cara. Logo depois aprendemos a lidar com a distância. Então conhecemos outro cara. Logo depois aprendemos a dizer adeus. Então as preocupações do futuro se transformam e deixam de ter a ver com garotos. Temos que decidir o que fazer da vida. Então alguém que amamos muito é arrancado dela. A solidão deixa de ser só uma palavra. Começamos a preferir os livros sem imagens. Então vamos pra faculdade. Então tentamos nos misturar e acabamos esquecendo o que aconteceu na noite passada. Depois de alguns meses paramos de achar graça nas coisas que antes eram incríveis. Terminamos a faculdade e vamos em busca de um bom emprego. Então enfrentamos horas sem dormir e longe de computador. Alguém diz que não somos boas o suficiente. Ligam pra informar que nosso animal de estimação faleceu. Então mudamos de emprego, de cidade, de cabelo, de guarda-roupa, de carro, de melhor amigo, e mais uma vez, mudamos a maneira de ver a vida. Fechamos os olhos e achamos que as coisas estão mais loucas do que nunca. Aí lembramos que já passamos por tudo isso que acabei de contar. Então adormecemos e acordamos sem lembrar de nada. É isso.
[depois dos quinze]
adoro esse texto ...
Eu
duvido ! Duvido que você não chame meu nome quando você sente falta de
alguém, duvido que não sinta falta do meu carinho sempre tão sincero,
falta de me contar como foi seu dia, as histórias da sua vida que sempre
foram pra mim melhor do que qualquer novela. Duvido que você não me
procure nas biscates que você pega por aí, sempre tão vazias. Vazias
igual a sua liberdade idiota que nunca te serviu
pra porra nenhuma. Talvez esse seja o nosso problema, eu sou completa
demais pra sua vidinha mais ou menos. Eu sinto, eu penso, eu falo, eu te
conheço, isso te assusta né ? "Tô invadindo seu espaço ? Desculpa."
Essa fui eu, durante todo esse tempo, me desculpando por que mesmo ? Me
diminui pra você ficar maior, pra você não me perceber entrando na sua
vida. Se você pudesse sentir o quanto isso dói você quem iria se
desculpar. Eu queria ligar pra você, e te falar sem pausas tudo que eu
ensaio toda vez que você me magoa, mas nunca digo pra não te magoar,
afinal você não me faz mal por mal, e talvez esse seja o pior mal que se
possa fazer a alguém, tão natural. Bobagem, como se algum ensaio no
mundo fosse me deixar firme depois do seu 'alô'. Então é isso, tô te
escrevendo ! Sempre fui mais segura com as palavras. Tô te escrevendo
pra talvez um dia te enviar, mas to escrevendo. E não é sobre você dessa
vez, é sobre mim. Sobre o quanto eu sou boa, igual a mim tá difícil meu
bem ! Sobre como eu não preciso usar cinco centímetros de saia e um
decote no umbigo pra ser mulher; Sobre como, ainda assim, só eu sei
fazer de você um homem. Sobre muitas coisas, mas principalmente, sobre
quantos homens eu poderia estar saindo nesse exato minuto. Não é com
você, é comigo sabe ? Por exemplo, EU te idealizo nesse momento como o
melhor, não que você seja. Acho legal você brincar com a sorte, mas se
eu fosse você não teria tanta certeza da minha posse assim ! Talvez
ninguém tenha te avisado ainda, então desculpa se eu vou te dar essa
notícia sem te preparar antes, mas a porra do mundo não gira em torno do
seu umbigo ! Ficou chocado ? Acontece. Só queria te dá um conselho, em
nome da nossa amizade e meu carinho por você, tira uma mão da liberdade e
segura um terço. Fica assim, agarrado nas duas coisas sabe ? E reza,
reza muito pra não aparecer ninguém que mexa comigo enquanto você fica
brincando de não saber o que quer. Porque eu sou amor, e ainda que não
seja o seu, essa é a minha essência ! E você não deve acreditar muito
nessa ideia, pelas tantas vezes que eu quase fui, mas um dia eu vou..
sempre foi assim ! Mas deixa eu te contar um segredo: se eu for, eu não
volto.
Tati Bernardi
Tati Bernardi
É quando chega o
fim de tarde que eu sinto falta de todas tardes que eu tinha, da minha familia e da falta de um amor. É quando
cada dia passa que eu sinto falta de todos que já foram, da menina que
tanto sorria e da felicidade que passou. Quero paz, quero mais, quero
amor, quero eu e você pra sempre. Quero viver longe de toda essa maldade
que andam deixando os dias loucos e cheio de dor. Eu quero ir pra bem
longe daqui, voltar daqui um ano ou quem sabe dois. Eu quero
ver você sentindo minha falta, me querendo, me olhando, me pensando e
desejando cada dia nosso que deixamos passar. Eu quero simplicidade,
quero um fim de tarde sentada numa areia olhando as ondas ir e voltar.
Eu quero só olhar por nada e sorrir, sorrir por sentir tudo tão leve
dentro de mim, o corpo mole, a cabeça vazia e nessa hora sentir sua mão
me tocar. To precisando de menos, muito menos do que esse peso nas
minhas costas que está demais. To precisando de menos atitudes,
menos palavras, menos amor, menos rancor, tudo em pequena quantidade
sobre qualquer coisa. Fui lotando tanto meu caminhão, que em uma curva
ele tombou. Perdi as melhores mercadorias, mas esquentar a cabeça pra
que? Tanto peso, tanta culpa, tanta falta.. talvez o problema seja esse,
ele tava lotado de "falta", e foi por causa de tanta tristeza que em
uma curva ele tombou. Abri o peito e esvaziei, essa falta dela, dele e
de todos, ainda está aberto.. quem quiser jogar amor que venha,
mas viagem pra carga de "falta" meu caminhão não faz mais. Seja da
melhor pessoa do mundo, até a pior pessoa do mundo. Viver sentindo falta dói, chega de dor.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
No final das contas, eu superei.
Eu aguentei. Eu consegui segurar a barra. Ainda sorrio, e agora meu sorriso é
ainda mais verdadeiro. Agora sim eu posso dizer: que venha dor, saudade,
decepções e qualquer outra coisa! Por mais que seja difícil enquanto dure, eu
sou forte o suficiente para enfrentar mais essa.
Afinal,
eu sempre fui meio desajeitada, e desastrada.
Mas é como se tudo piorasse, e o nível de complicação aumentasse. Eu
queria agora, mas que tudo ter a certeza de que você é meu e eu sou sua.
Queria poder te abraçar, te sentir. Queria estar de frente com você,
te beijar. Abrir os olhos e finalmente dizer “Valeu a pena esperar”.
Eu sei que você sente falta dele. Sei que você sente falta do jeito que ele te chamava, dos apelidos carinhosos destinados apenas a sua pessoa. Sei também que você sente falta das mãos dele, a propósito maiores que as suas, que insistiam em segurá-las em lugares públicos para dar a ideia de que “Ele é meu”. Sei que você sente falta dos casacos dele que te protegiam do frio, já que eram maiores que seu corpo. Sei que sente falta do cheiro dele também, e que já se pegou sentindo aquele perfume do nada, parece coisa de cinema, mas você já sentiu, admita. Sei que você sente falta da maneira como ele notava que estava mal, e da maneira que se importava até quando você dizia estar tudo bem. Sei que sente falta até de suas discussões, que mesmo nas piores, eram encerradas com um beijo vindo de ambas as partes. Sei que sente falta de ouvir a música de vocês, e sente porque é incapaz de ouvir de novo por não se sentir preparada para lembrar dele. Mas querendo ou não, você lembra dele não é, pequena ? Você fica dispersa na sala de aula, não é ? Eu sei que você pode viver sem ele, mas simplesmente não quer, não é? Você ainda o ama, pequena. Se não amasse, a voz, o jeito, o cheiro e o toque dele não passariam pela sua cabeça enquanto digo todas essas coisas, já que eu simplesmente não citei nome de ninguém […]
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