“É Domingo, típico dia chato e tedioso, eu estou cochilando. O celular vibra duas vezes, já sei que é mensagem, fico torcendo pra que seja sua, mas é da operadora avisando que o meu saldo ta acabando. Fico um pouco desapontado, e logo volto a cochilar.
4 minutos depois, o celular vibra novamente, outra mensagem, dessa vez era sua, me dando um oi, dizendo que tava com saudade. Eu imediatamente abro um sorriso, e te respondo. E fica só nisso naquele dia. Na madrugada de Domingo pra Segunda, você me liga, com uma voz meio baixa, ja me deixando preocupado. Pergunto se está tudo bem, você diz que sim, mas eu te conheço, você ja estava estranha fazia alguns dias, mas não me toquei muito. O problema era comigo. A gente conversa, você diz pra eu entender que não iria mais dar certo, pois pra você já não era a mesma coisa e também porque você iria se mudar em 6 dias. Eu lembro que chorei muito aquela noite, você me pedia desculpas, eu não conseguia falar nada, além da minha dor que escorria pelos meus olhos. Eu pedi pra você, um ultimo encontro, pra eu pelo menos poder te ver por uma ultima vez. Você aceitou, desligamos e eu não consegui dormir aquela noite, suas palavras ficavam latejando na minha cabeça. Na Quinta-feira, dia que marcamos de ir ao parque, eu estava péssimo, com uma gripe forte, devido à chuva do dia anterior. Eu cheguei primeiro que você, como sempre, e te esperei por uns 20 minutos. Quando você chegou, lembro que mesmo naquela situação que estávamos, eu não consegui esconder minha felicidade em te ver. Você veio fria, me deu um beijo no rosto, e perguntou se eu estava bem. Tossi um pouco, e disse que estava meio doente. Quem costumava cuidar de mim nessas ocasiões, era você. Então te chamei pra tomar um café… Na lanchonete, você me devolveu a aliança que te dei quando fizemos 5 meses de namoro. Eu estava destruído por dentro, mas “guardei pra mais tarde”…
Ja eram 18hrs e você disse que precisava ir, pois tinha que arrumar suas coisas pra mudança, que seria no Sábado. Eu pedi pra que ficasse um pouco mais, mas você insistiu, pagou o café, me deu um beijo na testa, e disse que ia sentir minha falta. Eu fiquei lá parado, enquanto você, a mulher da minha vida, estava indo embora. Até hoje me arrependo de não ter ido atrás de você, pra pelo menos te dizer o quanto eu precisava de você, ou o quanto eu era sem você. Nada. Nada fiz, e lá fiquei por mais umas 2 horas, até que a atendente da lanchonete, disse que ja iam fechar. Eu fui embora, quieto, frio, vazio. Nada mais fazia sentido pra mim. Cheguei em casa, tomei um banho e fiz um chá pra tentar melhorar da gripe e deitei, pra mais uma noite sem dormir.
Já era Sábado de manhã, e eu não havia tido notícias suas. Você havia deletado todas suas redes sociais, sem ao menos dizer adeus ao seus amigos. Eu decidi ir na sua casa, pra ver se te convencia a ficar. Quando cheguei, a casa ja estava vazia. Perguntei a um senhor que molhava a grama do quintal, se ele sabia de algo. Ele me disse que você havia ido na Sexta, e levado tudo. Fui embora sem você novamente, e o dia acabou aí pra mim.
Hoje é Domingo, mas um Domingo sem a mensagem, que uma semana antes, havia me feito sorrir.”
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