Digo sempre que perdi você, perdi pro tempo, perdi pro vento, perdi pra elas, perdi pra tudo, perdi até a vontade que você tinha de me amar, que se não fossem as complicações dos dois lados, seria diferente, ou não. Digo e repito o mesmo de sempre porque talvez seja isso mesmo, talvez eu tivesse mesmo que te perder, te deixar ir, te deixar conhecer as novas garotas. E eu? Eu apenas precisava de você, eu precisava da sua mão me abraçando entre o mundo cheio de problemas e o sonho, eu precisava tanto mais tanto daquele sorriso...
Lembra lá no começo quando eu disse que perdi você? Talvez não pro tempo, não pra todo esse mundo, essas barreiras, essas coisas todas, talvez não pra elas, talvez eu tenha te perdido pra você mesmo.
Isso é bom, te perdi pra você, te peguei lá embaixo, tantas garotas que te rondam, que te abraçam, que te querem sei lá como. Eu te peguei pra minha vida, como uma planta, eu te fiz existir, eu te fiz crescer. Primeiro fiz sua semente, juntei tudo o que você precisava ter, saber e conhecer, depois preparei a terra, misturei todas as coisas boas e te coloquei lá te fiz crescer, e eu acho que como toda jardineira que se preze fui descuidada; te larguei uns dias, dias esses suficientes pra perder total controle sobre seu crescimento. Não que eu quisesse te controlar sempre, mas jardineiros adoram acompanhar o processo de criação da vida, que só fez se colocar a terra e tudo brota em questão de tempo ali, ganha vida e se auto controla sozinho.
Onde diabos eu estava quando isso aconteceu? Eu me perguntava isso, ate entender o trabalho de uma jardineira. Você planta, colhe e espera sempre frutos, sempre frutos. Você não pode fazer muito por isso, você só pode esperar que eles tenham vontade de estar com você entende?
E eu esperei muito por isso, por frutos, por qualquer sinal de vida dessa planta, e talvez –mais um talvez de tantos- ela esteja fora de época, esteja tirando suas férias de ser sugada e aprofundo mais, que talvez a planta esteja ali porque é o jeito porque se pernas tivesse ali não estaria.
Deixo-te então em outro jardim, com outra ou outras donas NE, que te adora, que adora teus frutos, mas não te ama, não te fez, não te sente como eu, entende?
E para minha surpresa, lá está você brotando flores, depois frutos e depois frutos e depois dorme, descansa e vive de novo como se existisse especialmente para ela’s. E me canso de flores, de frutas de tudo, me canso de todas e as jogo no lixo, e as coloco para fora e as deixo fazer o que você fez, brotar em outro jardim.
Não é fácil ser jardineiro da vida, do amor e da gente, digo não foi fácil, não está sendo fácil te ver florindo em outro canteiro meu bem.
Caroline Trindade
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